Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Parabéns amiga!!




Não queria deixar passar em branco, o aniversário da minha amiga linda, a Carla, do blog "Papoilas que pingam algodão doce".

Para a menina, cujo sorriso vale mais que mil palavras, aqui fica um beijo muito grande, um abraço ainda maior, e o desejo sincero que tudo lhe corra como deseja!

Parabéns amiga do sorriso maravilhoso!


___________________________________________________________________________

A menina comia o algodão doce, pedacinho a pedacinho, muito devagar. Sempre que engolia um pedacinho, saboreava lentamente, e ficava pensativa.
O avô aproximou-se, e perguntou-lhe porque comia o algodão tão lentamente.
- Sabes avô, o algodão doce, é a minha nuvem mágica...e cada pedacinho que saboreio, significa um sonho mágico, que se vai transformar em realidade dentro de mim!
-Ai sim, querida? E isso funciona mesmo?!

Minutos depois, avô e neta, criavam magias dentro de si, e sonhavam....sonhavam muito.
Cada um, com o seu pauzinho de algodão doce...

publicado por tia rute às 18:15
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Sábado, 27 de Agosto de 2005

Droga

Sinto-me nua,
vazia de sentimentos,
não tenho frio nem calor,
não tenho fome nem sede,
nem ânimo ou desalento.

Olho em meu redor, nada vejo, nada sinto,
apenas coisas que se agitam...
não sei o que é.
Será gente?
Serão folhas que tombam?
Árvores balançando ao vento?

Não importa.
Neste vazio, só existo eu.
Mas já nem sei quem sou.

Agitem-se as árvores,
tombem as folhas,
corra a multidão.
Nada vejo, nada sinto.

Sigo apenas este caminho,
que me leva a lado nenhum.
Nua, vazia de sentimentos,
sem ânimo, ou desalento.
Nada importa,
Já não sei quem sou,
de repente, tudo mudou...

publicado por tia rute às 23:26
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005

Jardim proíbido

bosque.1.jpg

Tenho um lugar que é só meu. Um local secreto, onde jamais, alguem entrou.

Nesse recanto, enterrei passados, esperanças, ilusões, desilusões, e até alguns afectos.
Quando quero matar saudades, saudades dos sonhos que tive, é para lá que vou.
Espalho tudo na terra molhada, e revivo todas as horas da minha vida. As boas, as más, os afectos, os desafectos, as desilusões, as esperanças...

Ali me sento e respiro. Ali dou asas à minha imaginação, e às minhas memórias.
É o meu tesouro. O meu tesouro secreto.

Ali, os meus antigos sonhos, ainda cintilam, como diamantes. A minha imaginação voa, como um albatroz, livre e sem pressa de tocar o chão.
Os meus novos sonhos, materializam-se. Posso tocar-lhes, senti-los.
Dançam como bailarinas, provocam-me!
Mas é só ali, naquele lugar....

É nesse recanto , que guardo tudo aquilo que é só meu, e que só a mim pertence: as minhas memórias.
Mas é também aí, que me sinto viva, que ganho força e alento, para continuar a sonhar...e a acreditar.

Tenho um lugar que é só meu, sem chaves, ou fechaduras, mas onde ninguem vai, porque só o meu coração sabe a morada, só a minha alma sabe onde é.

publicado por tia rute às 04:24
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2005

Sorri!

gato a rir.jpg

Quando estou triste, basta-me ter o teu sorriso...
Ele faz-me cócegas na alma, e segundos depois,
o meu coração dispara em gargalhadas sonoras!

publicado por tia rute às 03:45
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005

Sem tempo




Há muito que não falavamos,
soube-me bem.
Sabes?...A vida vai correndo, veloz, silenciosa, sem darmos conta.
Nunca temos tempo para nada.
Nem para ninguem.

Os nossos filhos cresceram,
mesmo ali à nossa frente,
tornaram-se gente, e tambem não demos conta...
Não há tempo!
Para nada, nem para ninguem.

Os pais, os avós,
todos os que nos amaram, e acompanharam, um dia,
vão deixando de nos acompanhar, ou amar.
Vão partindo!
Quase nem nos damos conta,
não há tempo!
Para nada, nem para ninguem.

Assim, vamos vivendo,
uma correria infernal,
tentando ser feliz,
embora saibamos que algo está mal.
Tambem não nos preocupamos...
Não há tempo!
Para nada, nem para ninguem.

Mas ontem, resolvi parar,
olhei para trás,
tentei conversar, ter tempo.
Soube-me bem.
Senti finalmente, que ainda sou gente!
Gente que ri, chora, sente.
Que num só dia apenas, teve tempo!
Tempo para perceber o que está mal, ou bem.
Tempo, para ti, para nós.
Tempo, para alguém!

publicado por tia rute às 23:53
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Domingo, 7 de Agosto de 2005

Nostalgia



Nostalgia...é uma palavra que exprime sempre saudade? E ainda que assim seja, exprime tristeza? Não sei, mas estou em crer que não.

Hoje estou nostálgica, mas não estou triste.

Tenho saudades, sim, dos meus tempos de menina. Mas estou a recordar tudo isso, com um sorriso.
Correndo o risco se ser aborrecida, porque o que vou escrever, é extenso, e provavelmente, não vos interessa, tenho mesmo de o fazer! É uma necessidade absoluta, e por isso, peço desculpa!

Tenho saudade dos meus triciclos, das minhs primeiras bicicletas, e dos meus patins de quatro rodas.

Tenho saudade dos meus bichos da seda, que eu guardava religiosamente, em caixas de sapatos.
Tenho saudade dos desenhos que fazia, que oferecia à minha mãe, às minhas avós, e às amigas da escola. Alguns, ainda estão por aí, algures, amarelecidos, guardados em pastas de cartão, feitas por mim.

Sinto uma saudade imensa dos meus avós, e do tempo em que viviam e me faziam tão feliz. Sim, fui uma criança, muito, muito feliz.

Estou a ver a silhueta do meu avô, o seu passo pausado, calmo, a caminho do mercado. Vai comprar-me farturas quentinhas, ele sabe que eu me "perco" por farturas quentinhas...

São nove horas da manhã, hora de abrir a loja. O meu avô, adora que eu vá ajudá-lo.

Parece-me ouvir a gaveta dos trocos.
Sim, naquele tempo, na loja do meu avô não havia máquina registadora. Os trocos e as contas, eram feitas por ele, num papel. E a gaveta, constantemente abria e fechava, ao som do tilintar das moedas, e do seu ranger característico. Era por isso que ele tanto gostava que o ajudasse :" a minha neta, faz muito bem as contas, e nunca se engana!" - dizia, orgulhoso, à clientela.

Tenho saudades, dos serões em casa dos meus avós. À lareira se era inverno, à porta, na rua, se era verão. Serões de muito riso e boa disposição, protagonizados pelo meu avô, que era um contador de histórias, e de anedotas, nato!

Tenho saudade do mercado de Évora.
-Filha, acorda! Vamos a Évora! Vamos na carreira das sete, às nove estamos lá- dizia-me a minha avó.
Eu levantava-me num ápice. Sabia que a ida ao grande mercado de Évora, significava compras! Brinquedos, roupas, sapatos, tudo o que eu pedisse.
À tarde, regressavamos carregadas, e muito felizes. Eu, por ter tudo o que pedi, ela, por me poder dar tudo o que eu quis!

Sinto uma saudade enorme, do "meu" rio Guadiana, e da sua linda praia fluvial, de águas mansas e límpidas, onde eu me misturava com as achegãs, e os barbos! Tenho saudade, porque hoje, essa praia, e o meu rio Guadiana, não existem como antes. A barragem do Alqueva, mudou toda a paisagem...

Tambem tenho saudades das férias em família, com os meus pais, e o meu irmão.
O meu pai, adorava viajar, e quis mostrar-me o mundo. Mostrou, sim! Um mundo tão diferente do que é hoje...tão mais bonito...Paris, Londres, Viena, Milão, Stutgard, Madrid, Barcelona,Andorra...e Portugal inteiro!

"Agora", estou mais crescida, já ando na secundária.
Tenho saudade desse tempo. Dos colegas de escola, e das tropelias. Do professor "panela de pressão", baptizado por mim, que de cinco em cinco minutos, fazia "pssst", para nos mandar calar...tal qual uma panela de pressão ao lume.

Tenho saudade do primeiro namorado, o João, de quem eu fugia a sete pés, para o arreliar!
Tenho saudades, das escalas que fazia em casa da minha outra avó, que morava a meio caminho, entre a minha casa e o liceu, e que eram obrigatórias, por dois motivos: a ida habitual ao w.c...(já em desespero de causa) e as magníficas sandes de carne assada, que a minha avó me preparava com carinho.

E tenho saudade de tantas outras coisas... sobretudo, tenho saudade de mim! Da menina que fui, e que nunca mais vou voltar a ser. Não escrevo isto com tristeza, nada disso! Apenas com nostalgia...


publicado por tia rute às 15:36
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005

O país das maravilhas




Era uma vez, um lindo e pequenino país, à beira mar plantado.
Nesse país, era tudo lindo, calmo, e a vida decorria sem sobressaltos.
Nesse país, todos eram muito felizes, e viviam em harmonia e paz absoluta.

As escolas enchiam-se todas as manhãs, com o riso das crianças. Crianças felizes, cheias de saúde, inocentes e puras como só uma criança pode ser.

Nas faculdades, a azáfama começava cedo, porque todos os estudantes queriam ser "alguem" um dia, e faziam por isso. Estudavam!

O emprego abundava, porque este país, estava muito bem estruturado, e era económicamente muito forte.

Neste país, viva-se essencialmente do turismo, pois tinha uma costa enorme, onde o mar se espraiava em belos, e limpos areais.
Também se vivia da pesca, entre outras coisas, porque olhando o horizonte, o mar era o limite...não sendo necessário nunca, importar paixe de outros países...

Porque este país, tambem tinha belas serras, e pastos, a carne era abundante, e por isso, muito barata e de boa qualidade. Todos se alimentavam muito bem.

A saúde, era um paraíso, onde todos tinham direito a assistência médica e hospitalar, sempre que necessário, e com a maior brevidade possível.

Era o verdadeiro país das maravilhas...porque era um país muito pequeno, e muito fácil de governar.

Tudo decorria em absoluta harmonia, porque os seus governantes, se preocupavam com o povo, eram coerentes, honestos, e trabalhavam unica e simplesmente, em prol de um país que crescia...crescia...

Durante o verão, o paraíso esperava as pessoas, a norte, que se abrigavam nas sombras frondosas das árvores, e bebiam água fresca nos regatos.
Fugindo ao calor, as pessoas, rumavam às serras, onde podiam respirar o ar puro, lá no cimo....
Perdiam-se naquelas matas verdejantes, frescas, onde só ouviam o chilrear dos passarinhos, o zumbido dos insectos, e o marujar das folhas...

Ao sul, o país, tambem chamava por gente! As belas praias de areia branca, todas com bandeira azul, acenavam aos turistas. Os restaurantes enchiam-se de gente, pois ofereciam as melhores iguarias de peixe fresco e mariscos, pescados na véspera, e a preços acessíveis onde qualquer um podia chegar...

E assim, decorria a vida naquele país...


TRIMMMMMM!!! TRIMMMMM!!! TRIMMMMMM!!!!

-Bolas! Sete e meia???! Deixa-me cá levantar...o trabalho espera-me...

publicado por tia rute às 15:57
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