Domingo, 10 de Abril de 2005

Nova decoração



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Hoje é Domingo. Um lindo domingo solarengo.

Nestes dias, dá-me sempre vontade de renovar, seja lá o que for!! Resolvi então, mudar algumas coisas cá em casa, comprar mais umas quantas, por forma a olhar para a minha casa, e me parecer um pouco diferente, renovada!

Comprei flores frescas, e distribuí-as por quatro jarras, cada uma na sua divisão, claro.
Também comprei algumas flores secas, e fiz um arranjo, ficou lindo! Afinal, tenho mais jeito do que pensava...

Umas velas novas aqui...outras ali....todas elas perfumadas, e a casa ficou com outro ar!
Parece um jardim britânico!

Tambem, andei a arrastar uns pequenos móveis, dando-lhes outrs disposição. Ficou bonito, e parece que tenho outra casa! (claro que isto não vos interessa para nada, dirão vocês), mas é só para explicar, o porquê de tambem ter mudado a "decoração" do meu blog!

Estava farta daquele laranja; todos os dias via o mesmo! E contagiada pela redecoração, resolvi mudar-lhe a cor!

Espero que gostem desta, e não vos fira os olhos....

publicado por tia rute às 17:30
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Sábado, 9 de Abril de 2005

Primavera



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Ainda não tinha dado as boas vindas à (minha) prima Vera. Daqui a pouco faz um mês que chegou, e não lhe tinha rendido ainda, qualquer homenagem! Foi muito mau da minha parte, eu sei. Mas tambem sei que a prima Vera me compreende, e sabe que tenho pouco tempo livre.
E como o velho ditado diz "mais vale tarde, que nunca", aqui fica hoje este apontamento, dedicado à prima de todos nós!

Porque ontem me deitei cedo (há dias assim...), esta manhã, madruguei.
Abri a janela do meu quarto de par a par, e a minha prima Vera, de imediato entrou pela casa!
Trazia com ela, o seu amigo Sol, e a sua amiga, Temperatura Amena. Consta que o seu amigo Vento, ficou a dormir até mais tarde, razão pla qual não a acompanhou.

Fiquei ali na minha janela, a conversar com ela, e com o Sol enquanto a Temperatura Amena nos olhava calmamente. Foi uma conversa muito divertida.
Depois, a prima Vera, convidou-me a sair.

Aceitei o seu convite, e saí de casa, muito bem acompanhada. Eu, a prima Vera, o Sol, e a Temperatura Amena.

Tomámos o pequeno almoço numa esplanada.
Eu conversava com a prima Vera, a Temperatura Amena ia dizendo que "sim" com a cabeça, e o Sol, entretinha-se a aquecer-me. Foi um momento muito agradável.

Depois, a prima Vera conselhou-me um longo passeio plos campos. Acatei o seu conselho, meti-me no carro, e fui ver as suas ultimas obras de arte. Sim, porque a minha prima Vera, é uma pintora e escultora nata!

Nem imaginam o que vi!
Ela tem tido muito trabalho, e pouca ajuda; a sua amiga água, como sabem, tem estado muito cansada, pelo que aparece muito pouco.

Mas mesmo assim, ela tem pintado, e esculpido muito por esses campos fora!
De um lado e de outro da estrada, vi flores de mil cores! Brancas, amarelas, azuis, liláses, laranjas, vermelhas, enfim, uma paleta de cores infindável! Fiquei maravilhada!
Mais maravilhada fiquei, com a quantidade de rebentinhos verdes, que vi por lá. Todos eles, magnificamente pintados e esculpidos, pela prima Vera! Imagino estes rebentos quando crescerem! Certamente, irão fazer inveja a muita rosa, muita tulipa, enfim, a muita flor de cultura!

Engraçado que por esses campos fora, a prima Vera tambem tenha espalhado o seu perfume. E que perfume! Leve, discreto, adocicado, tal e qual como ela! Não sei como tem tempo para tanto!

Era hora de regressar e de me despedir por hoje, das minhas companhias.
Não quis deixar que este passeio ficasse só por isso mesmo: um passeio.
Trouxe uma recordação: um ramo de flores de mil cores, com perfume a prima Vera.

Está em cima da mesa. Quando secar, vou mante-lo ali, já faz parte da decoração.
E a prima Vera, quando tiver tempo de me visitar em casa, de novo, vai gostar de o ver.

publicado por tia rute às 15:26
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Vida

penumbra.bmp


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Há muito que ali se encontrava, muda, inerte.

Sentia, mas não conseguia exprimir raivas, angustias, pequenas alegrias, qualquer sentimento que fosse.
A vida, no entanto, fervilhava-lhe nas veias, e ela sabia disso, sentia-o.Mas o seu corpo gelara.

Estava cansada...muito cansada.
Uma súbita, e insuportável pena de si mesma, invadiu-a.

Queria gritar! Queria fugir! O som teimava em não sair, a sua voz não se ouvia, os seus membros não lhe obedeciam.

Chorou lágrimas que não cairam...nunca chegavam a cair; secaram há muito tempo...

Num derradeiro impulso, reunindo todas as forças mentais que lhe restavam, pediu, implorou! Não suportava mais.

Foi então que viu a luz. Uma luz quente, intensa, que a envolveu numa aura branca. Uma calma imensa, quietude absoluta. De repente, todas as angustias e raivas, desapareceram, dando lugar, apenas, a essa sensação maravilhosa de paz.

A luz sorriu-lhe, estendeu-lhe a mão, e ela flutuou. Juntas, voaram para bem longe.
Iniciou, finalmente, a viagem que tanto desejara nos ultimos tempos.

Agora sentiu uma dor, alguem lhe bateu. Sem perceber como, a sua voz saiu. Um choro estridente ecoou naquele quarto. Todo o seu corpo se mexe! Tudo se agita! Ao seu lado, uma voz doce, de mulher, tenta acalma-la. Sente carícias na sua pele macia. Naquele quarto ouve mais choros, todos em uníssono. Choros de bebé...

Continua a não perceber, mas gosta do que sente.

publicado por tia rute às 14:44
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Terça-feira, 5 de Abril de 2005

Fuga

amanhecer.jpg


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Sinto os pés molhados, aqui no lugar onde me sento.
Ouço o barulho das ondas, mesmo aqui, nesta cadeira...
Paira no ar, um aroma a sal, a maresia
Agarro o nada , e sinto grãos de areia, escorrendo-me por entre os dedos...

Apetece-me mergulhar...
Sei que a água está gelada., mas ainda assim, apetece-me!
Entro de cabeça, e de uma só vez!
Necessito esfriar! Necessito desta sensação plena de liberdade.
Nado para bem longe, neste mar de emoções...

Ao largo, olho a praia imaginária, está calma,aparentemente. Ao longe, tudo nos parece sereno...
Não vou regressar, está-se tão bem aqui!

publicado por tia rute às 05:56
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Olhares

olhar 2.bmp


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Perdeste-te no meu olhar
Lembrava-te os campos,
Oceanos, o mar...

Tambem eu me perdi no teu,
Negro
Profundo,
Olhar de raposa.
O meu mundo...

Quis ser a tua presa,
Fiquei presa!
Jamais me conseguirei libertar...

Meu coração,
Pássaro solto ao vento,
Outrora Beija flor inocente
Pousando aqui e ali,
Livremente,
Bebe agora, e só,
O nectar do teu olhar!

Não mais vou querer voar,
Livremente.
Apenas ficar,
Dentro do teu olhar,
Quente, negro,
Profundo...
O meu mundo!

publicado por tia rute às 05:38
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Sábado, 2 de Abril de 2005

As comadres

Pois é, andei a fazer uma séria investigação em revistas da especialidade, e descobri coisas muito importante sobre as senhoras comadres. A saber:

As senhoras comadres, eram personagens muito abundantes neste planeta...
As senhoras comadres, pertencem a uma espécie em vias de extinção.
Rezam os manuscritos, que existiam em grande numero nesta terra, e mais concretamente, na Península Ibérica e Itália.
As senhoras comadres, habitavam principalmente em aldeias, vilas e bairros pequenos, ruas estreitas,e patamares de escadas.

A unica ocupação que se lhes conhece como modo de vida, era a permanência continua em cafés de bairro, mercearias, peixarias, padarias e talhos.
Alimentavam-se essencialmente de más linguas, maus fígados, corações venenosos,e mioleiras empobrecidas.

Como hobbie, conhece-se apenas o gosto e total dedicação à vida humana. O mesmo que dizer, pela vida de terceiros...

Demostravam o gosto comum em vestir batas sem mangas,e plo meio da perna, de preferência ás florzinhas, por cima de camisolas de "cor-de-burro-quando-foge". Tinham também em comum, o gosto por mini meias de nylon, ou por soquetes brancos, normal e airosamente enfiados numas sandálias, ou socas.

As senhoras comadres, caracterizavam-se essencialmente por serem muito volumosas, não sendo invulgar o seu peso ultrapassar os 100 kg.

Com o aparecimento das grandes superfícies comerciais, o alargamento das ruas, e a construção desenfreada de novos aglomerados populacionais, a sobrevivência desta espécie é cada vez mais ameaçada, atingindo já, dramáticamente, níveis próximos da extinção total!

Como é óbvio, este flagelo tem como principais causas, a falta de alimento, e o desaparecimento crescente dos seus habitats naturais.

Posto isto, aconselho vivamente a que se crie um parque natural, com vista à preservação da espécie. Poderá ser uma aldeia ou vila, em zona remota, onde as senhoras comadres possam viver em paz, e onde lhes sejam criadas condições para tal.

De qualquer modo, tambem aconselho que caso vejam, ou conheçam algum exemplar desta espécie, não se aproximem demasiado. Os efeitos secundários associados ao convivio ou aproximação, podem ser bastante danosos para a saude mental de qualquer um de nós!
Vamos todos ajudar, mas com as devidas precauções!

publicado por tia rute às 16:18
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2005

Alentejo





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Sendo eu uma alentejana de coração, mal parecia, não escrever aqui qualquer coisa sobre a minha região de eleição e de adopção! Alentejo da minh'alma!

Há algum tempo que lá não vou, mas o seu cheiro, a suas gentes, as suas anedotas e os seus "termos!", bem como a sua maravilhosa gastronomia, estão bem presentes,e irão ficar para sempre, em mim. Marca indelével da minha infancia e adolescência, passada em casa dos meus avós, numa pacata e linda vila, Mourão.

Mourão, fica na margem esquerda do Guadiana. A norte, avista-se Monsaraz, e a sul, Espanha,mais concretamente, Vila Nueva Del Fresno, uma pequena aldeia espanhola, que acabou por ser conhecida, quando aí foi descoberto o corpo do malogrado, General Humberto Delgado.

Longe vão os tempos, em que lá passava férias. Férias que nunca trocava por nada deste mundo! Como era bom....

Recordo os tempos,em que era ainda muito menina,e me sentava à porta numa cadeirinha pequena, trocando as voltas às formigas que faziam carreirinhos no passeio, e falando com quem passava, "boa tarde...atã que tal vai isso"?
Todos se conheciam, era uma grande familia.

Ainda hoje, quando quero, fecho os olhos e ouço o barulho das carroças a passar de manhã, para o mercado. Na altura, ficava zangada, queria dormir mais, mas hoje....como eu queria ouvir aquele som de novo!!!

E o cheiro? O característico cheiro do alentejo? Aquele cheiro, que só quem lá esteve, só quem ama o alentejo, sente!? É simplesmente maravilhoso....

Recordo tambem, e com muita saudade, o rio...o rio Guadiana, nos seus tempos áureos! Quando por lá corriam ainda, águas límpidas, com cheiro a poejo. Águas que deixavam ver, um a um, os seixos cinzentos, que eu apanhava e pintava...grandes obras de arte eu fiz! O ouriço, a lagartinha, a joaninha e outros tantos animais, em que eu transformava aqueles seixos. Onde estarão essas pedras?

Finalmente o cair da noite. Ainda hoje ouço as cigarras, os grilos...
Hora de passear. Novos e velhos, todos se juntavam no jardim, no centro da vila,ou às portas das suas casas, a gozar a noite. A noite alentejana, onde nem uma folha bulia!

Alentejo da minh'alma! Tão longe me vais ficando...

publicado por tia rute às 01:17
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