Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2004

Silêncio







Com o bulício das grandes cidades, com o ritmo de vida que hoje em dia todos temos, nem nos apercebemos, que o silêncio, é algo que já quase não faz parte das nossas vidas.
É pena.
Para onde quer que vamos, onde quer que estejamos, nunca estamos em silêncio.
Se viajamos de carro, ainda que sós, lá está o rádio, a fazer-nos companhia. Se caminhamos simplesmente na rua, são todos os sons que se fazem ouvir "lá fora", que nos acompanham. Se estamos em casa, por mais sós que estejamos, ouvem-se carros apitar nas ruas, vizinhos que gritam, vizinhos que falam, água a correr nos canos, televisores em altos berros...enfim, o que nunca ouvimos, é o som do silêncio...e é pena!!
Quando consigo estar num local silencioso, adoro...é como se me renovasse. Nem que seja por cinco minutos...
...................................................................................................................................

- Cala-te...escuta...
- O quê? Não ouço nada...
- É isso mesmo! Nada! Deixa-me ouvir...nada.
Ficaram algum tempo assim, a ouvir o silêncio...

publicado por tia rute às 01:27
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De Carla a 13 de Dezembro de 2004 às 01:40
Estado do Sítio
por António Ribeiro Ferreira - in DN de 2004/11/09

Quatro anos depois de o accionista Estado, então sob a batuta dos socialistas, ter autorizado o então presidente da PT, o também socialista Murteira Nabo, a comprar a Lusomundo ao coronel Luís Silva, eis que o ingénuo José Sócrates, também socialista e agora secretário- -geral dos ditos, descobre, qual animal feroz, que as empresas participadas pelo Estado não podem ser proprietárias ou accionistas de meios de comunicação social. E para mostrar que a fama de animal feroz não foi apenas uma frase publicitária para ser vendida a socialistas em vésperas de congresso e, quem sabe, nas próximas legislativas, o chefe dos ditos garante que mal chegue ao Governo acaba-se com esta história de a Portugal Telecom ter jornais, revistas, uma rádio, portais noticiosos e, imagine-se, televisão por cabo.

Esta histórica promessa acontece quatro anos depois de o referido Sócrates ter avalizado, como ministro do engenheiro Guterres, a compra da Lusomundo, uma decisão estratégica que o accionista Estado, devido à famosa golden share, poderia ter vetado. Esta histórica promessa acontece, imagine-se, porque o dito animal feroz socialista ficou indignado com a substituição do presidente executivo da Lusomundo e da direcção do DN, decisões que o sempre arguto Sócrates atribui a uma tentativa clara de controlo dos órgãos de comunicação social da PT pelo Governo de Santana Lopes.

Pois é. O ingénuo Sócrates pensa, por certo, que a opinião pública é lorpa e não percebe o que está por detrás da tal promessa histórica. O ingénuo Sócrates não quer acabar com a golden share do Estado na PT, uma forma rápida e limpa de os Governos, sejam eles quais forem, não terem tentações nem serem acusados de interferências abusivas na comunicação social do grupo. Não, o que o ingénuo Sócrates quer é obrigar o grupo a vender, sabe-se lá a que preço, jornais, revistas, rádio e até a TV Cabo.

O negócio é tentador se o preço for a patacas, um assunto que o ingénuo Sócrates, se chegar a primeiro-ministro, não deixará de ter em conta, ajudado, claro está, por ilustres comentadores, analistas, directores e jornalistas dos grupos concorrentes da Lusomundo, sempre sérios, isentos e virgens nestas e noutras matérias. A operação já começou. Primeiro decreta-se a morte do DN, depois leva-se ao colo o ingénuo Sócrates até São Bento.


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